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O que o Verão diz acerca de ti

Entramos numa nova estação nestes últimas semanas, o Verão. Para ti, talvez seja a altura do ano em que tiras férias e aproveitas para descansar (ou escapar?!), ou se calhar para ti significa mais trabalho ainda, talvez por isso seja, a tua estação favorita, ou aquela, que ainda mal começou e mal podes esperar pelo fim!

É interessante observar como uma estação do ano pode mover tantas emoções em nós!

Pelo que sinto que vale a pena reflectir um pouco sobre o Verão! Na verdade, não é tanto sobre o verão, mas de perceber como os elementos externos impactam o teu estado interno e as tuas emoções, e vice-versa, ou seja, como o teu estado interno e emoções alteram a percepção que tens dos elementos externos.

Para começar, quero convidar-te a pensar exactamente nisso através de algumas questões.

Qual é a tua opinião e percepção face ao Verão? 

Não respondas apenas a nível da mente e do intelecto. Procura mesmo responder com o corpo, que tipo de reacção sentes no corpo só de pensar no verão? Agonia e ansiedade, ou alegria e excitação? Ou qualquer outra coisa pelo meio?

Normalmente o corpo dá a resposta mais fidedigna e real, transparecendo o verdadeiro sentir em relação a algo.

Depois da primeira resposta, queres aprofundar um pouco mais?

Se sim, agora reflecte sobre essa resposta, através das seguintes questões:

  • desde quando é que essa sensação se manifesta dessa maneira?
  • onde é que aprendeste a reagir e a sentir dessa maneira perante o verão?
  • como é que te sentes perante essa emoção ou reação? 
  • haveria outra forma de sentir ou reagir que gostarias de ter mais presente ao invés dessa forma? 

Aqui podes chegar às mais variadíssimas respostas, trazer a até ti memórias incríveis da tua infância na praia, ou outras dolorosas, mesmo mais recentes que acabaram por moldar a tua forma de sentir o verão. Portanto como vês, não é só o efeito do Sol e da Lua!

Faz a ti estas questões e repara nas respostas que serão dadas pelo teu corpo.

Pessoalmente, adoro fazer este tipo de trabalho interior pois coloca-me em contacto com a multiplicidade de partes de mim que construíram toda uma narrativa, neste caso acerca do verão.

Isto abre uma nova dimensão de autoconhecimento e auto observação, ajuda a reconhecer insights valiosos que podes usar como catalisadores para a tua transformação, nos aspectos que queres transformar.

Talvez também tu, tenhas descoberto uma séries de partes de ti través das respostas, e algumas possivelmente conflituantes!

Portanto, este é um exercício que podes fazer, quando haja qualquer situação que gostarias de trabalhar.

Os insights que surjam deste trabalho não são a transformação em si, mas sim o mergulhar numa relação mais profunda contigo mesmo e aprender a ganhar novas perspectivas sobre os eventos da vida. E claro, esta nova consciência, é sim o primeiro passo para uma determinada transformação que verdadeiramente queiras que aconteça na tua vida.

Este tem sido um exercício que me tem ajudado a viver com mais empatia, compaixão, vulnerabilidade, qualidades que reconheço hoje em dia como fundamentais para superar fases difíceis da vidaimplementar mudanças de vida complexas que afectam toda a dinâmica e aspectos da vida, sem me perder nas histórias e na vitimização. Hoje em dia, já o faço quase espontaneamente, depois de o praticar inúmeras vezes nestes últimos anos.

Na verdade dei o exemplo do Verão, pois para mim, ao longo do meu processo de autoconhecimento, cura e evolução, o verão já me impactou das mais variadíssimas formas, de me trazer profunda tristeza e miséria, à profunda alegria e expansão, e hoje sei, que não era o verão, mas sim, eu, a forma como eu me relacionava comigo mesma e como me via!

Um último desafio! Talvez exista neste momento alguma coisa na tua vida, que gostarias de trabalhar, talvez relacionado com procrastinação, motivação, coragem, medo, compromisso, etc.

A essa “coisa” aplica as questões que fizeste em relação ao verão. Escolhe um momento tranquilo do dia, em silêncio, talvez uses papel e caneta para escrever as reflexões, respira profundamente durante todo o processo, não precipites respostas com a mente, dá espaço para o corpo participar na experiência.

Poderás te surpreender com as respostas! Ou não! Desapega do resultado da própria experiência, pois o mais importante é mesmo o processo em si, a vivência do momento e a conexão profunda contigo mesmo!

Fátima Fernandes

Fátima Fernandes

Olá a todos! Bem vindos a este meu espaço de escrita, partilha, inspiração e transformação!

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